22 de novembro de 2009

Simetria.

Numa profunda teia de palavras emaranhadas e bordadas a linha de seda, recordo as evocações hesitantes nas quais o meu nome foi protagonista. Sim, o meu nome já ocupara um papel majestoso nos seus lábios, lábios estes que deixavam suspensos no ar os mais belos adjectivos alguma vez pronunciados. Certamente que essas partículas de tom elogioso já esvoaçaram meio mundo, meia praia, meio coração. Essa sémis do meu órgão vital permanece derretida como barra de manteiga fervida em tigela de açúcar…

mas…



e o resto?

Quando as hesitações dão lugar a impulsivos lançamentos de malévolos substantivos que escorrem pelo suor do seu fel, todas as cartas e outras literaturas perdem as deliciosas conotações que lhes foram atribuídas.
Estivera no eixo dessa sua simetria, até que uma interrogação me afastou significativamente para o lado tóxico da substância química:
- Como queres fazer sumo de laranja, se só te presta metade da polpa?


3 comentários:

  1. foram estas as pobres laranjas que andaste a tirar foto? xD

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  2. Sim, andei, lool, algum problema?! xD

    Tudo serve de desculpa para beber um bom sumo natural!

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