14 de junho de 2011

Por mais voltas que dê à cabeça, ainda não consegui decifrar o teu olhar.

Foi tímido, hesitante, lânguido. Pareceu concentrar nele ódio, raiva, inveja, desejo...
Esse desejo que há tanto nos desfaz, e que me recuso a consumá-lo - ao menos, na minha mente, será sempre perfeito...

Um dia fui a mulher da tua vida.

Se já não mereço esse título, então já não há mais nada a dizer.

22 de maio de 2011

I (don't) need a hero

Sim, eu consigo ser uma cabra. Tenho humores instáveis, tendências depressivas, auto-estima lastimável. Sou repetitiva, histérica, insegura, fútil, imatura. Não sei enfrentar os problemas de frente, não sei lutar por aquilo que amo, nunca tenho forças para viver ou para fazer o que quer que seja. Há anos que só existo porque sim, a minha única ambição é vegetar.

Como alguns dizem, não valho nada. Para a maioria, só sou interessante se contar cusquices ou falar mal dos outros. Não há nada que se aproveite em mim (nem talento nem valores), não faço falta a ninguém senão à minha família.

Isso tudo é verdade. No entanto, não pedi a ninguém que me tentasse salvar. Não necessito de nenhum herói nem das contrapartidas que isso acarreta. Não preciso de estragar a vida a mais ninguém – e pessoas que estragaram a minha já há de sobra!

15 de maio de 2011

O primeiro.

Não fazia ideia que era possível odiar sem primeiro ter sentido desejo, paixão, amor.

22 de abril de 2011

Intra-rail - 11 a 20 de Abril de 2011 (Viagem de finalistas)

Locais visitados: Coimbra, Aveiro, Porto, Guimarães, Braga e Vilarinho das Furnas.




















8 de abril de 2011

Doze meses.


Meu pássaro azul,

O mero acaso que te levou a repousar nos meus ramos não poderia ter sido mais feliz.

Foste tu quem me libertou das raízes de um passado áspero e masoquista. Transportaste as minhas sementes e deixaste-as multiplicar em infinitos “eus”( que nunca pensei existirem nestes troncos ocos). Ensinaste-me a enterrar complexos, medos e preconceitos, deste-me liberdade para aprender a viver.

Em suma, trata-se disso mesmo, de libertação. Pensei que eras só tu quem poderia voar, contudo, contrariaste-me e, aos poucos e poucos, foste desvirginando a folhagem da minha alma até chegares até mim.

Graças a ti, deixei de ser uma árvore e inerte e, tal como tu, já consigo voar. Finalmente.

Com carinho.