30 de janeiro de 2011

Memória de peixe.

Ainda só passaram duas semanas, e já voltou tudo ao mesmo... Tudo igual...

20 de janeiro de 2011

Mataste-nos quando acendeste aquele cigarro.

E eu desejo voltar atrás e apagar a chama maldita. Retirar todo o fumo que penetrou nas tuas entranhas. Desfazer em microscópicos retalhos as cinzas pelas quais estavas faminta.

Acendeste-o, e incendiaste tudo o pouco que restava. Pois bem, adeus, até um dia.

14 de janeiro de 2011

«ainda».

Amo-te cada vez menos.

A cada dia que passa, afastamo-nos mais um quilómetro e não posso negar o quão feliz me sinto ao afirmá-lo. O “para sempre” está cada vez mais longe... e começo a duvidar de que alguma vez se cumpra.

Foi contigo que vivi alguns dos melhores momentos da minha vida. Que perdi pudores e preconceitos. Que cresci e amadureci. Foste tudo durante tanto tempo!... Mas também foste tu quem quis o adeus definitivo. Como é que me podes julgar por ter seguido em frente? Como é que consegues levantar a cabeça e dizer que ainda sou a mulher da tua vida?

Tenho pena. Pena de ti. Pena de mim. Pena de nós. Pena de ter achado que ser amada era (apenas) aquilo que tu me davas.

Espero ver-te dentro de alguns meses e ver um novo “tu”. Um “tu” mais adulto, mais homem, mais sensato, menos impulsivo. Um “tu” como aquele que eu tive nalgumas maravilhosas tardes de Inverno. Um “tu” que ainda valha a pena continuar a amar... Nem que seja só um bocadinho.

3 de janeiro de 2011

Pequenas vitórias.

Esta foi a primeira vez em quatro anos que não escrevi "perder peso" nos meus objectivos de ano novo.

29 de dezembro de 2010

Balanço do ano 2010


2010 foi, para mim, um ano que quebrou toda a rotina.

Desde 2007 que a minha vida tem girado à volta de meia dúzia de pessoas: mesmo que muitas vezes saísse magoada, eu voltava a tentar, voltava a insistir. Dava tudo por aqueles que julgava merecerem ser amados. Este ano, todo esse ciclo se quebrou.

Embora continue perdida em alguns aspectos, passei a ter mais confiança em mim, a preocupar-me menos com a opinião dos outros em coisas que só a mim dizem respeito e a desdramatizar uma série de coisas que antes me afectavam tanto.

Li imenso, aprendi como nunca, ganhei uma outra visão da própria vida; contudo, a nível artístico, foram meses de puro desastre. Mal escrevi, mal fotografei. [quiçá uma resolução de ano novo...] Sinónimo de estabilidade emocional, sem dúvida. E até isso tem um preço a pagar.

Aproveitei o meu verão ao máximo, pois embora tivesse menos tempo livre, utilizei cada um desses bocadinhos para me divertir. Foi, sem dúvida, um dos melhores de sempre.

Só tenho a agradecer por todo o apoio que tenho recebido, e reconhecer que realmente existem pessoas boas. Pessoas que merecem ser amadas. Pessoas como tu. ♥

26 de dezembro de 2010

As coisas belas são merecedoras de toda a contemplação...

mas difíceis de serem verdadeiramente amadas.