9 de novembro de 2009

Inútil.




Estão a ver quando passa um dia inteiro e vocês sentem que não fizeram nada de útil ou interessante? Então estão a entender o que estou a sentir.

8 de novembro de 2009

Para sempre.


Eu não estou à procura de alguém para amar e respeitar até ao fim dos meus dias. Apenas desejo alguém capaz de te substituir e remediar o vazio que deixaste no meu coração. E sabes que mais? És insubstituível. Sem ti nada faz muito sentido…

No fundo, não quero mais ninguém. Só te quero a ti. Mesmo que defenda a poligamia como condição natural do ser humano, o meu espírito somente a ti pertence.

E, no entanto, já nem me recordo da tua voz ou do teu cheiro… É uma memória tão esbatida, a que tenho de ti… Como se esta doce recordação ficasse exposta a inúmeros factores como uma folha no Outono, despida como o esqueleto de uma árvore no Inverno, e por fim ensurdecida pelo verde manto primaveril, oh, o tempo emudeceu aquele Verão que foi o nosso amor!...

Se acreditasse no destino, diria que fomos feitos um para o outro. Tu és a estrutura óssea desta minha matéria invertebrada, és tu que me dás forma!

Sei que o futuro ainda nos vai juntar, e que vai ficar tudo bem. Um dia, esta alma disforme e acinzentada vai reerguer-se mais uma vez… junto a ti. Quando estiver contigo, vou nascer de novo. Entretanto, vou permanecendo morta, sufocada na tua ausência…

7 de novembro de 2009

Hoje não vou fazer queixinhas.


A vida hoje é bela. Não há problemas esta noite. Tenho escrito, fotografado, estudado (mas sem pressões), os pais não têm arranjado chatices, tenho pessoas maravilhosas à minha volta que me adoram e se preocupam comigo, tenho cada vez menos complexos com o reflexo do espelho.
Não sei porque é que às vezes me queixo da minha vida, estou a conseguir ter tudo aquilo com que sonhava há uns anos atrás.






A VIDA É BEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEELA :DDDDDDDDDDDDDD

6 de novembro de 2009

Fazes-me sentir tão bem.


E eu gosto tanto disso, e de ti.

5 de novembro de 2009

Parabéns Filipa!

Parabéns meu amor!



Melhor Amiga <3

3 de novembro de 2009

Estranho desejo que por vezes até nos fere as artérias


O pálido vestido desceu até beijar o soalho de madeira. Os olhos de um e do outro se iluminaram, rubras ambas as faces ficaram.
Permaneceram imóveis, cada um dançando sobre si mesmo: ela torcia o pezinho mordendo o beiço; ele desviava o olhar em sinal de contenção.
Timidamente, avançaram um passo desajeitado em simultâneo: ela cobiçou-lhe o peito trigueiro; ele sentiu sede daqueles bracinhos tenros e rosados.
Puderam então sentir o calor um do outro, de tão próximos que se encontravam: ela sugou-lhe os lábios carnudos, ele sentiu-lhe os seios miúdos.
E num surto de voluptuosidade, as bochechas coradas passaram a assumir expressões de prazer: ela desfere paixão até onde a sua boca alcança, ele aperta-lhe as protuberâncias intensamente.
Que se desprenda então a poesia intrínseca a toda a pulsação humana: que o silêncio se evapore através de expirações hedonistas, que se soltem os aromas da inevitável fusão, que o amor se metamorfoseie em pétalas de todas as cores que o olho humano conhece!
Que se desfrute então deste calor efémero ainda não atingindo pelo arrefecimento posterior à doce e inocente jovialidade…