11 de outubro de 2009

(teu) objecto

É assim que me usas. Quando precisas, lá estou eu. Quando te dou jeito. Quando precisas de um elogio.


De resto, eu chego a existir?

4 de outubro de 2009

Frágil.

Fingimo-nos tão fortes, queremos ser tão fortes... E somos tão vulneráveis.



Estou presa por um fio. Frágil como a porcelana. Basta um toque, e parte-se a loiça toda. Basta um toque.

29 de setembro de 2009

Saudades.

Ao longo de todos estes anos, sempre acreditei que nunca ultrapassaríamos a barreira da indiferença. A indiferença emocional, porque a física há muito que a transpusemos.
E agora sinto saudades tuas. Até me custa a acreditar. Sinto saudades de sentir a tua sombra a assombrar-me os pensamentos nos corredores. Do teu olhar gélido a fitar-me lá longe. Dos silêncios no escuro do teu lar. Daquele beijo vagaroso na face assinalando um pedido de desculpas.
Fazes-me falta, sabes?

Medicamento para sorrir.

Ingredientes:
- pensar muiiiiiiito nas boas memórias do passado;
- sonhar em grande quantidade nas coisas boas que podiam ter acontecido;
- imaginar um futuro brilhante, recheado de boas sensações e de acontecimentos fulminantes;
- ignorar completamente a realidade em que se está inserido;
- acreditar que tudo é possível.





Assim eu consigo. Faz de conta que está tudo bem.

25 de setembro de 2009

Deeper.



mais fundo...



mais fundo...




mais fundo...




mais fundo...



mais fundo...












e o poço parece não ter fim.

22 de setembro de 2009